27 de dezembro de 2011
Aquilo que faço...
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Autores Desconhecidos
Certa vez contei uma mentira a um homem. Ele respondeu dizendo me isto,
- Todas as decisões que devo tomar serão baseadas nas suas palavras.
Desde então, eu só disse a verdade.
Certa vez reclamei de um presente que recebi, porque não era o que eu queria. Aquele que me presenteou percebeu o desapontamento em meus olhos e disse-me isto,
- Escolhi o presente mais valioso que poderia encontrar, porque achei que você deveria ter um deste.
Desde então, fico muito alegre com cada presente que recebo.
Certa vez um homem contou-me um segredo, o qual eu sussurrei baixinho no ouvido de um outro amigo. O homem disse-me isto, depois de ouvir seu segredo repetido, - A razão pela qual contei-lhe o segredo foi porque confiei em você, não em seu amigo.
Desde então, não confio assim tão facilmente.
Certa vez dei um presente a uma amiga e ela chorou. Me desculpei por ser um presente tão pequeno mas era o que eu tinha encontrado. E ela me respondeu,
- Não há nada de errado com o presente, estou emocionada porque você lembrou-se de mim.
Desde então, eu dou presentes freqüentemente.
Estava tentando apenas ser eu mesmo, passando despercebido sem chamar atenção. E me foi dito isto,
- O fato de você não se adequar faz com que você fique fora de tudo.
Desde então, eu penso sobre isto.
Eu sou o CENTRO de MEU UNIVERSO mas eu não vivo aqui sozinho.
Cada movimento que faço cria uma onda no oceano do outro.
Cada vez que respiro eu afeto todo o ar a minha volta.
Cada palavra que expresso bate no ouvido de alguém.
Aquilo que eu toco é sentido por outra pessoa.
Aquilo que faço, certamente afetará alguém.
O que não faço, também afetará pessoas.
Nós nunca sabemos a distancia realmente alcançada por algo que falamos ou fazemos até que nos retorne...
Todas as coisas na vida formam um círculo e estamos no meio dele, quer o vejamos ou não...
E tudo que devo fazer é criar agradáveis ondas, aquelas que envolvem calorosamente tudo em torno de mim, e que voltam suaves, fazendo por sua vez que eu crie, cada vez mais, ondas agradáveis.
23 de dezembro de 2011
A última crônica
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Crônicas,
Fernando Sabino
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso."
A vocês, flores e cravos,
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Datas Especiais,
Meus Escritos
Desejo que o seu natal seja abençoado, que curta cada minuto desse momento especial com seus familiares, amigos ou até mesmo sozinho. E lembre-se que Natal não é a somente a época de ganhar presentes, se vestir bem e nem gastar com ceia. Natal é muito mais que consumir, Natal significa Nascimento. Uma celebração de Vida.
Desejo que celebrem a Vida e nunca esqueçam o significado dela.
Se Natal é o Nascimento, o Ano Novo, que procede o Natal, é o novo ciclo que se reinicia. Ou seja, estamos Nascendo de Novo. Caminhando para novas lutas, novos objetivos, nos momentos marcantes com aqueles que amamos ou que vamos conhecer no decorrer desse ciclo. Teremos perdas, ganhos; chances, derrotas; alegrias e tristezas;
Mas isso faz parte do milagre que se chama Vida.
Que vocês "Nasçam" e Renovam-se a cada ciclo que passar e que nesses ciclos eu tenha a oportunidade de estar contribuindo, em parte, com a realização dele.
Um grande beijo nas bochechas gordas ou magras de vocês e que Deus/Criador abençoe cada momento das suas vidas.
Beijos.
19 de dezembro de 2011
Quem sou eu
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Meus Escritos
Muito difícil escrever quem eu sou, porque vivo em completa mudança. Não posso dizer que sou assim e que faço isso e que acredito naquilo, que sigo um ideal, que não como aquela coisa porque tem uma “cara horrível” e que gosto de ouvir determinado gênero de música.
Na verdade, eu sou uma pessoa que muda constantemente dependendo da situação e do meio em que vivo. Seria chato ser uma pessoa imutável.
Cada pessoa me vê de um jeito, assim como eu tenho uma imagem diferente daquilo que ela vê. Posso ser a mulher simpática (ah, isso eu sou. Tá bom. Algumas pessoas acham que não. Depende muito da minha boa vontade. Está vendo? Até aqui vivo na mudança), amiga, extrovertida, sincera, “bocuda”, briguenta, sentimental, racional, feminista, feminina e etc.
Não que eu seja volúvel, que não ofereço confiança só porque mudo de idéias conforme a passagem do tempo, eu acredito que eu seja confiável, mas faz parte da vida essa metamorfose, né?
Até Raul Seixas dizia: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.”
Eu sou contradição de sentimentos, pensamentos: Choro, rio, acredito e desacredito; apaixono e com o tempo, desapaixono e assim vai... Na verdade, sou um caleidoscópio de sensações.
Eu poderia ter começado essa redação falando de todos meus defeitos e virtudes, ter aumentando um pouquinho ali, feito um draminha aqui, mas acontece que há algo que sempre busco ser, independentemente dessa mudança que ocorre em mim, procuro ser franca no que sinto e no que escrevo. É muito difícil o ser, porque existem situações que você será obrigado a mentir, mas tento.
E, francamente, gosto muito de viver. Mesmo sabendo que é impossível ser feliz o tempo inteiro, mas é tão bom viver e continuar sendo essa pessoa que sou.
Por que o impossível?
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Meus Escritos
Por que, algumas vezes, temos a tendência em gostar daquilo que está fora do alcance das nossas mãos? por que simplesmente optar pelo que está perto, o que está mais acessível?por que ir tão distante para encontrar, se pode também achar aqui, ao seu redor?Estranhamente, são perguntas que não consigo entender, e acho que nunca entenderei, até porque é algo que está tatuado em mim. Ir em busca do improvável, impossível...E, muitas vezes, não consigo obtê-lo, mas fica a sensação de pelo menos, tive a oportunidade de ter tentado, conhecido ou até mesmo sonhado.
Dani Lima
Dani Lima
18 de dezembro de 2011
Não suporto meio-termo
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Fernanda Estellita
Não suporto meio termo, metadinha, meia boca, meia foda.
Mais ou menos me brocha inteira, dos pés a cabeça.
Meia noite, meia luz e meia lua são metades que eu engulo.
Gosto do pensamento que estupra a cabeça, do cheiro que estupra meus poros, do desejo que estupra meu sossego.
É assim que a mulher gosta de ser violentada - sem dó.
Deu namoro???
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Meus Escritos,
Tirinha
Algo que aconteceu comigo...
** Detalhe: uma semana depois do meu aniversário e tínhamos marcado um encontro, só que ele não pode ir porque alegou "dores no estômago".
Quando cheguei em casa, depois de sair da faculdade e abri o Face...
...Veio a bomba!
Perguntei ao cretino,por sms, porque não estava com condições de conversar. Ele confirmou tudo.
Depois de um tempo, descobri que ele estava com nós duas e estava indeciso. Não sabia qual iria escolher. Enfim, sofri um pouquinho, depois levantei os ombros e fui à luta. Fui esquecendo aos poucos, e hoje estou aliviada por isso ter acontecido. Por isso que falo para as minhas amigas que, depois de um tempo tudo passa, sofrimento, dor de cotovelo, depressão, saudade... Passa e você começa a ver as coisas como de fato eram e são.
Recentemente, qual foi a minha surpresa quando o dito cujo mandou uma mensagem dizendo que ainda me amava e que não tinha me esquecido, e que precisava me encontrar. Fui decisiva na minha resposta, quando lhe falei que não sentia mais atração por ele, e que nem o amava mais e que se por acaso ele terminou com a namorada( ele disse que ainda namorava) e que era melhor ele "deixar de me amar"(histórinha para boi dormir, né?) e ser feliz com a namorada.
Tenho quase certeza que algumas espécies masculinas pensam que as mulheres são otárias para cair no "eu te amo ainda, nunca te esqueci" ou " vou separar da minha namorada/esposa para ficar com você".
Não caiam nessa, flores!Este tipo de homem é safado. Gosta de ter uma mulherzinha para cuidar dele em casa, e uma para comer fora.





