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3 de dezembro de 2011


Ditadura da Beleza e Culto ao Periguetismo

Afff, não tenho nem mais gosto de ler notícia em jornais, revistas e nem em sites.
Não existe mais área de entretenimento, como teatro, shows e etc; agora, entretenimento é sobre a Bunda mais bela, o corpo mais torneado, quem vai ser a musa do carnaval. As notícias mais relevantes são brigas entre piriguetes, e quem será a TOP na mídia.  
É um show de bizarrice. Dá vontade de desligar a TV, fechar a aba da página na web, virar a página do jornal... alias, eu faço isso!!
É um culto a beleza tão forte que não resta espaço para coisas muito mais agradáveis como por exemplo, a inteligência, o conteúdo...
O corpo mais bonito é sinônimo de "respeito" e de passaporte para a fama. Subcelebridades que fazem de tudo para aparecer, até inventam uma gravidez fajuta, transam com algum artista ou jogador, ou arranjam um namoro falso para poder ser chamada para posar nua ou para fazer parte de algum programa na tv ou rádio. E pior, tira o emprego de gente que estuda por 4 anos, se qualifica para ser jornalista.
O que mais me preocupa é a mídia dar espaço para esse tipo de coisa e também, as pessoas acabarem se acostumando com isso e virando assunto rotineiro entre elas.
Essa ditadura da beleza persiste  há tanto tempo e que virou um mal do século, pois existe tanta criança, adolescente e adultos FRUSTADOS por não conseguir atingir tamanha perfeição( que geralmente é conseguida com muito photoshop, maquiagens e efeitos) e porque a própria sociedade acabou gerando um padrão de beleza a ser seguido.Exemplo: entrei em um site nesses dias que falava do mundo da celebridades, e uma cantora( não lembro qual) estava com um corpo normal e de aparência saudável, exceto claro por algumas gordurinhas aqui e ali( o que é natural, já que ninguém escapa e nem da celulite) e os comentários que se seguiram foram que a cantora estava gorda, feia, que tinha dinheiro e que podia mudar a aparência. Ou seja, para ser bela e saudável tem que ser MAGRA?? Ser feliz consigo mesma e com seu próprio corpo, independentemente da sua situação financeira, deixou de ser o principal, agora o importante é se mostrar "BELA" para uma sociedade tão hipócrita e defeituosa.


Posso dar um conselho??


Homens, nem todas as mulheres são frutas, plantas ou VAGABUNDAS. Por favor, respeite! 
E, mulheres, por favor, não desvalorizem a nossa raça. Porque as pessoas vendo esse tipo de comportamento acham que todas as mulheres são assim. E os homens acabam estereotipando todas por causa de algumas que são fáceis e começam a ter uma opinião formada sobre nós.
E, por ultimo:
Desliguem a TV e SALVEM seus filhos. Não os deixem preso a esse tipo de conceito desde cedo. Deixe-os viverem a infância e se sentirem crianças, cada qual no seu lugar. Deem amor, carinho, e ensinamentos do que é certo e errado e saibam, dinheiro não COMPRA felicidade da criança, nem brinquedos variados, comprados para suprir uma necessidade de atenção.  Diga NÃO quanto é necessário e NÃO, digo NÃO trate uma criança como se fosse um adulto. Isso fará muita diferença no desenvolvimento da mesma como adolescente e depois adulto.
Pode até não parecer, mas isso fará uma enorme diferença.


Danila Lima

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27 de setembro de 2011


Violência contra a Mulher...NOT!





" A violência contra a mulher pode se manifestar de várias formas e com diferentes graus de severidade. Estas formas de violência não se produzem isoladamente, mas fazem parte de uma seqüência crescente de episódios, do qual o homicídio é a manifestação mais extrema.

*Violência de gênero: ação ou conduta, baseada no gênero, que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto no âmbito público como no privado.

*Violência intrafamiliar: ação ou omissão que prejudique o bem-estar, a integridade física, psicológica ou a liberdade e o direito ao pleno desenvolvimento de outro membro da família.

*Violência doméstica: A violência doméstica distingue-se da violência intrafamiliar por incluir outros membros do grupo, sem função parental, que convivam no espaço doméstico. Acontece dentro de casa ou unidade doméstica e geralmente é praticada por um membro da família que viva com a vítima. As agressões domésticas incluem: abuso físico, sexual e psicológico, a negligência e o abandono.

*Violência física: Ocorre quando uma pessoa, que está em relação de poder em relação a outra, causa ou tenta causar dano não acidental, por meio do uso da força física ou de algum tipo de arma que pode provocar ou não lesões externas, internas ou ambas. Como por exemplo:
-Tapas
- Empurrões
-Socos
- Obrigar a tomar medicamentos desnecessários ou inadequados, álcool, drogas ou outras substâncias, inclusive alimentos;
- Tirar de casa à força
- Danos à integridade corporal decorrentes de negligência (omissão de cuidados e proteção contra agravos evitáveis como situações de perigo, doenças, gravidez, alimentação, higiene, entre outros).

*Violência sexual: A violência sexual compreende uma variedade de atos ou tentativas de relação sexual sob coação ou fisicamente forçada, no casamento ou em outros relacionamentos. Diversos atos sexualmente violentos podem ocorrer em diferentes circunstâncias e cenários. Alguns exemplos:
- Estupro dentro do casamento ou namoro;
- Estupro cometido por estranhos;
- Investidas sexuais indesejadas ou assédio sexual, inclusive exigência de sexo como pagamento de favores;
- Abuso sexual de pessoas mental ou fisicamente incapazes;
- Abuso sexual de crianças;
- Casamento ou coabitação forçados, inclusive casamento de crianças;
- Aborto forçado;
- Atos violentos contra a integridade sexual das mulheres,
inclusive mutilação genital feminina e exames obrigatórios de virgindade;

*Violência psicológica: É toda ação ou omissão que causa ou visa causar dano á auto-estima, à identidade ou ao desenvolvimento da pessoa.
- Insultos constantes; Humilhação; Desvalorização; Manipulação afetiva; Negligência; Ameaças; Criticas pelo desempenho sexual; Confinamento doméstico; e etc;

*Violência econômica ou financeira: São todos os atos destrutivos ou omissões do(a) agressor(a) que afetam a saúde emocional e a sobrevivência dos membros da família

*Violência institucional: Violência institucional é aquela exercida nos/ pelos próprios serviços públicos, por ação ou omissão. Abrange abusos cometidos em virtude das relações de poder desiguais entre usuários e profissionais dentro das instituições, até por uma noção mais restrita de dano físico intencional.


Fonte: http://www.ess.ufrj.br/prevencaoviolenciasexual/index.php/tipos-de-violencia-cometida-contra-a-mulher
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13 de fevereiro de 2011


Até quando deixaremos de ser vistas como meros objetos por monstros que se autodenominam Homens??


O retrato de uma mulher afegã cujo nariz e orelhas foram cortados pelo marido ganhou nesta sexta-feira o prêmio World Press Photo, um dos mais cobiçados em fotojornalismo.
Os membros do júri disseram que a foto, embora chocante, foi escolhida porque fala da violência contra as mulheres com uma imagem digna. a afegã Bibi Aisha, 18, foi resgatada por tropas americanas no Afeganistão e vive agora nos Estados Unidos.

Aisha diz ter posado para a foto por querer mostrar aos leitores as potenciais consequências de um novo governo taleban.

Fonte: G1
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13 de outubro de 2010


Qual será o futuro da menina afegã mutilada por seu marido? Aisha posa com prótese. E sorri.

Em agosto, a revista Time publicou uma das capas mais ousadas de sua história. Mostrava a bela jovem Aisha, de 18 anos, mutilada por seu marido, um talibã “ofendido em sua honra”, no Afeganistão. A visão do rosto jovem desfigurado causava um misto de repulsa e pena, mas era sem dúvida uma denúncia poderosa das condições terríveis a que mulheres podem ser submetidas no regime talibã.

blog 7×7 publicou um post sobre o assunto e informou que ela tinha embarcado para os Estados Unidos para uma cirurgia, com o objetivo de reconstituir seu nariz e orelhas, arrancados quando tentou fugir do marido arranjado por sua família.

Agora, ela posou para a imprensa internacional com uma prótese temporária, enquanto aguarda uma solução mais permanente, que exige cirurgia.

Aisha sorriu. Um sorriso doce.

Nesses momentos, eu penso por que todos nós às vezes reclamamos e nos deprimimos por motivos absolutamente fúteis. O sorriso dessa moça – e seu claro orgulho por finalmente poder parecer uma pessoa normal, sem provocar no próximo um olhar de choque – é comovente.

A prótese dá uma ideia de como Aisha ficará após a operação. Quem está financiando a cirurgia é a Fundação Grossman Burn, com sede em Los Angeles.

Seu sobrenome nunca foi revelado. Sua história, sim, para o mundo inteiro. E é aterradora e revoltante. Aisha foi dada pelo pai a um guerrilheiro Talibã quando tinha apenas 12 anos de idade, uma criança. Foi vendida em troca de uma dívida. A família do marido dela a forçou a dormir no estábulo com os animais. E, anos depois, quando a menina tentou fugir de um cotidiano de humilhações, seu marido a perseguiu e, como castigo, a mutilou. Ela desmaiou e, no meio da noite, despertou em meio a um líquido viscoso. “Quando abri meus olhos, não podia enxergar nada, por causa do sangue”,  declarou à repórter da CNN Atia Abawi.

Aisha foi abandonada na montanha. Achavam que ela morreria. Mas ela conseguiu, apesar de terrivelmente ferida, chegar à casa de seu avô. E foi tratada durante dez semanas num posto médico administrado por americanos. Transportada para um refúgio secreto em Cabul, capital do Afeganistão, foi levada enfim para os Estados Unidos, abrigada por uma família americana.

Espera-se que sua reabilitação dure cerca de oito meses.

Segundo o Dr. Peter Grossman, seu nariz e suas orelhas serão reconstituídas com osso, pele e cartilagem extraídos de outras partes de seu próprio corpo. A mulher do médico disse que Aisha se lembra de seus tempos de escravidão toda vez que se olha no espelho, mas hoje já é capaz de sorrir e, quem sabe um dia, poderá superar toda a injustiça e crueldade de que foi vítima – num momento em que era uma adolescente, com todos os mesmos sonhos de quem um dia quer ser feliz, amar e ser amada.
De acordo com estimativas das Nações Unidas, quase 90% das afegãs sofrem algum tipo de abuso doméstico.
Os afegãos afirmam que tudo isso não passa de propaganda americana, porque, pela lei sagrada islâmica, cortar nariz e orelhas de pessoas seria ilegal.

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