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22 de dezembro de 2012


Uma gravata e uma taça de vinho


Você confia em mim? - Sua voz é ofegante.

Faço que sim com a cabeça, os olhos arregalados, o coração saltando, o sangue latejando nas veias. Ele põe a mão no bolso da calça e tira aquela gravata de seda cinza-prateada...

(...) Com grande agilidade, ele monta em mim, já prendendo os meus pulsos, mas, dessa vez, amarra a outra ponta da gravata numa das colunas da cabeceira da cama. Ele puxa o laço, verificando se está firme. Não posso sair do lugar. Estou presa, literalmente, à minha cama, e estou muito excitada. (...)

- Se você se debater, amarro seus pés também. Se fizer algum barulho, Anastasia, eu a amordaço. Fique quieta. (...)

Ele torna a montar em mim, puxa a minha camiseta, e acho que vai tirá-la, mas a enrola até o meu pescoço e puxa um pouco mais para cima, deixando-me com a boca e o nariz descobertos, mas os olhos tapados. E, como a camiseta está dobrada, não consigo enxergar nada através dela. (...)

- Está com sede, Anastasia? - pergunta, num tom provocante.

- Estou - sussurro, porque de repente fico com a boca seca.
Ouço o gelo tilintando no copo, e ele se inclina e me beija, enchendo minha boca com um líquido delicioso e geladinho. É vinho branco. Aquilo é tão inesperado, tão quente, apesar de estar gelado e os lábios de Christian estarem frios. (...)

Fico tensa. Ele torna a balançar o copo, e me beija, passando para a minha boca uma pedrinha de gelo com um pouco de vinho. Sem pressa, ele vai me dando beijos gelados até chegar ao centro do meu corpo, começando no pescoço, descendo por entre os seios, passando pelo torso até a barriga. Solta um pedacinho de gelo em meu umbigo, numa poça gelada de vinho. Isso faz com que eu me sinta queimando por dentro, por todo o caminho, até lá embaixo. Uau. (...)

Com um dedo, ele abaixa os bojos do meu sutiã um de cada vez, levantando os meus seios, expostos e vulneráveis. Inclinando-se, ele beija e puxa os meus mamilos, um de cada vez, com aqueles lábios gelados. (...)

Ouço o gelo tilintar de novo, e aí o sinto em volta do mamilo direito enquanto ele puxa o esquerdo com os lábios. Gemo, tentando não me mexer. É uma tortura doce e aflitiva.

- Se derramar o vinho, não deixo você gozar.

- Ah... por favor... Christian... Senhor... Por favor.

Ele está me deixando louca. Ouço-o sorrir.
O gelo no meu umbigo está derretendo. Estou para lá de quente - quente e gelada e querendo ele dentro de mim. Agora. Seus dedos frios passeiam devagar pela minha barriga. Minha pele está supersensível, meus quadris arqueiam automaticamente, e o líquido no meu umbigo, agora mais quente, escorre pela minha barriga. Christian mais que depressa o lambe, me beijando, me mordendo de leve, me chupando.

- Anastasia, você se mexeu. O que vou fazer com você?
(...) Seus dedos deslizam para dentro da minha calcinha, e sou recompensada com o gemido ruidoso que ele deixa escapar.

- Ah, Ana - murmura, e enfia dois dedos dentro de mim.
Suspiro.

- Já está pronta para mim tão cedo - diz ele.

Ele fica enfiando e tirando os dedos com uma lentidão tentadora, e levanto os quadris, me apertando contra ele.

- Você é uma garota voraz - adverte ele baixinho, passando o polegar em volta do meu clitóris e depois pressionando-o.
(...) Ele se abaixa e me beija, ainda mexendo os dedos ritmadamente dentro de mim, rodando e pressionando o polegar. Ele me agarra pelo cabelo, impedindo que eu mexa a cabeça. Sua língua imita o que seus dedos fazem. Começo a tensionar as pernas fazendo pressão contra a mão dele. Ele relaxa a mão, obrigando-me a recuar quando já estou quase lá. Faz isso repetidas vezes. É muito frustrante...

Ah, por favor, Christian, grito mentalmente.

- Esse é o seu castigo, tão perto e, no entanto, tão longe. É legal? - sussurra ele no meu ouvido.
Gemo, exausta, esticando a amarra. Estou impotente, perdida num tormento erótico.
- Por favor - imploro, e ele finalmente tem pena de mim. (...)
Ah... meu corpo começa a estremecer. Ele para de novo. (...)
- O que você quer, Anastasia?
- Você... agora - imploro. (...)
Ele retira a mão e pega um envelopinho de papel laminado na mesa de cabeceira. Ajoelha-se entre as minhas pernas, e, bem devagar, tira a minha calcinha, olhando para mim, os olhos brilhando. (...)

"Estou explodindo de tensão sexual. Ele me olha por um instante, avaliando o meu desejo, aí me agarra de repente e me vira."

Isso me pega de surpresa, e, por estar com as mãos atadas, tenho que me apoiar nos cotovelos. Ele empurra meus dois joelhos cama acima, me deixando de quatro, e me dá uma palmada forte. Antes que eu possa reagir, ele me penetra. Grito - por causa da palmada e da súbita investida dele, e gozo na mesma hora e torno a gozar de novo e de novo, desmontando embaixo dele enquanto ele continua a me penetrar deliciosamente.

Ele não para. Estou exausta. Não aguento mais... e ele não para de meter... estou ficando excitada de novo... claro que não... não...

- Goza para mim, Anastasia, de novo - grunhe ele entre dentes, e, incrivelmente, meu corpo responde, estremecendo enquanto tenho outro orgasmo, gritando o nome dele. Torno a me estilhaçar em mil pedaços, e Christian para, finalmente se deixando ir, gozando calado. Ele desaba em cima de mim, ofegando.

~~ 50 Tons de Cinza
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26 de novembro de 2011


É loucura odiar as rosas...

"É loucura odiar todas as rosas porque uma te espetou. Entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou, perder a fé em todas as orações porque em uma não foi atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, descrer de todo amor porque um deles te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo. Espero que na tua caminhada não cometas estas loucuras. Lembrando que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força. Para todo fim um recomeço! 


O pequeno Príncipe 
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17 de setembro de 2010


O Castelo de Vidro

Filha, a gente não tem dinheiro para o presente, mas escolhe uma estrela no céu, e fica com ela pra toda a vida.


☼Jeannette Walls.
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Lolita.


“ Lolita, luz da minha vida, fogo do meu lombo. Meu pecado, minha alma. Lolita: a ponta da língua fazendo uma viagem de três passos pelo céu da boca, a fim de bater de leve, no terceiro, de encontro aos dentes. LO.LI.TA. Era LO, apenas LO, pela manhã, com suas meias curtas e seu um metro e quarenta e oito centímetros de altura. Era Lola em seus slacks. Era Dolly na escola. Era Dolores quanto assinava o nome. Mas, em meus braços, era sempre Lolita. Somente usando termos mais cediços (resumo de diário) posso descrever os traços de Lo. Poderia dizer que seus cabelos são castanho-avermelhados e seus lábios tão rubro como um pirulito vermelho chupado, sendo o inferir bastante carnudo... Oh, fosse eu uma escultura que pudesse fazê-la posar nua à luz de uma lâmpada. “


☼Nabakov
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11 de setembro de 2010


Cem escovadas antes de ir para a cama


Tem dias que não sei se devo parar de respirar definitivamente ou se fico em apnéia durante todo o tempo que me resta. Dias em que debaixo das cobertas respiro e engulo minhas lágrimas sentindo o sabor delas na língua. Levanto de uma cama desarrumada com os cabelos despenteados e com a pele violentada. Nua, diante de um espelho, observo meu corpo. Vejo uma lágrima escorrendo dos olhos pelas faces, enxugo com um dedo e arranho um pouco a bochecha com a unha. Passo as mãos nos cabelos, puxo para trás, faço uma careta só para parecer simpática e rir de mim mesma: mas não consigo, quero chorar, quero me punir.

Vou até a primeira gaveta da mesinha.Primeiro examino tudo que tem dentro, depois separo com cuidado o que quero vestir.Boto as roupas dobradas em cima da cama e ponho o espelho bem em frente do lugar onde estou. Observo novamente o meu corpo. Os músculos ainda estão tensos, a pele, no entanto, é macia e lisa, branca e imaculada como a de uma menina. E uma menina é o que sou. Sento na beira da cama, enfio as meias esticando a ponta do pé e fazendo o véu fino deslizar até que a borda rendada chegue à coxa, apertando um pouco. Depois é a vez do corpete de seda preta com cordões e fitinhas. Aperta meu busto e afina a cintura que já é bem fina, evidenciando ainda mais os quadris, muito bem providos, redondos e macios demais para evitar que os homens desagüem ali as suas bestialidades.


Os seios ainda são pequenos: duros, brancos, redondos, cabem nas mãos e podem esquentá-las com seu calor. O corpete é estreito, os seios ficam comprimidos, apertados um contra o outro. Ainda não é chegado o tempo de admirar-me. Calço as botas de salto agulha, enfio o pé até o tornozelo delicado e sinto que meu metro e sessenta ganha repentinamente dez centímetros. Vou até o banheiro, pego o batom vermelho e banho meus lábios suculentos e macios; depois aumento os cílios com rímel, penteio os cabelos longos e lisos e vaporizo três vezes o perfume que estava em cima do espelho.


Volto para o quarto. Lá verei a pessoa que me faz vibrar a alma e o corpo com força. Examino-me encantada; uma luz especial contorna meu corpo, e meus cabelos caídos suavemente nos ombros convidam-me a acariciá-los. A mão cai vagarosamente dos cabelos, quase sem que eu perceba, para o pescoço, acaricia a pele delicada, e dois dedos envolvem sua circunferência apertando de leve. Começo a ouvir o som do prazer, ainda quase imperceptível. A mão desce um pouco mais, começa a acariciar o peito liso.


A menina vestida de mulher que está diante de mim tem os olhos acesos e ávidos (de quê? de sexo? de amor? de vida verdadeira?). A menina só é senhora de si mesma. Seus dedos emaranham-se entre os pêlos de seu sexo e o calor lhe provoca um estremecimento da cabeça. Mil sensações me invadem.


- Você é minha - sussurro, e logo a excitação toma posse do meu desejo.


Mordo os lábios com os dentes perfeitos e brancos, os cabelos descompostos fazem minhas costas suarem, pequenas gotas enchem meu corpo de pérolas.


Ofegante, os suspiros aumentam... Fecho os olhos, meu corpo tem espasmos por todo lado, minha mente está livre e voa. Os joelhos cedem, a respiração é curta e a língua percorre os lábios, cansada. Abro os olhos: sorrio para a menina. Aproximo-me do espelho e lhe ofereço um beijo longo e intenso, minha respiração embaça o vidro.


Sinto-me sozinha, abandonada. Sinto-me como um planeta em cuja órbita giram três estrelas diversas: Letizia, Fabrizio e o professor. Três estrelas que me fazem companhia em pensamento, mas não na realidade.
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Amadora

ELE
—Nicole Kidman ou Demi Moore?
—O quê?
—Qual das duas você escolheria?
—Pra?
—Pra uma noite de amor... ou manhã, tarde...
—As duas me querem...?
—Estão loucas por você.
—E eu tenho que escolher uma...
—Quem você prefere?
—Nicole Kidman ou Demi Moore?
—Qual delas?
—Nicole Kidman.
—Certo. Juliette Binoche ou Winona Ryder?
—Hum... Juliette Binoche.
—Mira Sorvino ou Julia Roberts?
—Mira Sorvino.
—Madonna ou Sharon Stone?
—Madonna.
—Kate Moss ou Gisele Bündchen?
—Kate Moss.
—Sou muito mais a Gisele Bündchen.
—Prefiro a Kate Moss.
—A Laura parece um pouco com ela...
—Você acha?!
—Ela acha...
—Nada a ver. Tom Cruise ou Keanu Reeves?
—Você responde!
—Não, agora é sua vez... Tom Cruise ou Keanu Reeves?
—Eu comecei...
—Vai, Tom Cruise ou Keanu Reeves?
—Keanu Reeves.
—Brad Pitt ou Johnny Depp?
—Johnny Depp.
—Bruce Willis ou Antonio Banderas?
—Bruce Willis!
—Lenny Kravitz ou Maxwell?
—Os dois.
—Um só.
—Kravitz.
—Raí ou Euller?
—Não sei quem é Euller...
—O Filho do Vento!
—Que filho de quem?
—O Euller do Palmeiras, o Filho do Vento, ele corre muito...
—Fecho no Raí.
—Mike Tyson ou Hollyfield?
—Mike Tyson.
—Woody Allen ou Steven Spielberg?
—Woody Allen.
—Bob Dylan ou Bob Marley?
—Eu não lembro a cara... Bob Dylan, acho...
—Bill Clinton ou Bill Gates?
—Clinton.
—Príncipe Charles ou Fidel Castro?
—Nenhum.
—Tem que escolher um, se não escolher vai ser estuprada pelos dois.
—Fidel, então...
—Maluf ou Suplicy?
—Suplicy, mil vezes.
—Toni Ramos ou Vera Fischer?
—Vera Fischer.
—Angela!!
—Você perguntou, eu respondi...
—Ulisses ou o Flávio?
—Amigo não vale.
—Vale sim. Ulisses ou Flávio?
—Dá então pra escolher uns melhores?
—Uns melhores?! Alexandre...?
—Nunca! Chega de vinho.
—E o André?
—Cansei dessa brincadeira...
—Idéia sua. Alexandre ou André?
—Você.
Ele finge que não ouviu. Desenha uma estrela no canto do bloquinho da Varig...
—Fora a Laura, quem mais você amou?
—Por quê...?
—Curiosidade!
—Só amei você.
—Mentiroso. Fala do seu primeiro amor...
—Já falei.
—Então o segundo...
—Não lembro.
—Uma que você só comeu...
—De jeito nenhum.
—Adoro histórias de sedução.
—Então lê um romance, assiste a um filme...
—Eu te falo cada cara que eu tive...
Ele olha pra porta, cruza os braços.
—Já sei o suficiente, não quero saber mais nada. Isso não me excita.
—Não parece, pelo volume na sua calça...
—É o meu pau.
—Tive um namorado que só me dava presentes que alimentavam a minha fantasia...
—Olha só que interessante!
E eu morria de tesão imaginando outras mulheres com ele...
—Me poupe, eu não quero saber.
—Adoro você!
—Adoro você...
—O último antes de você foi o maior de todos os meus grandes enganos, foi muito engraçado... nomes ou codinomes!?
—Fica a seu critério.
—Eu não tenho critério. —Isso me irrita.
Anda em direção à porta. Recua. Segura o meu rosto e me beija infinito com a certeza de que dali para a cama é só alguns passos... Avanço.
—Eu adoraria saber cada segundo da sua existência.
—Prefiro as possibilidades desse momento, tanta coisa pra descobrir...
Ele me arrebata num amasso sem saída e se esfrega em mim de um jeito que não tem mais como parar.
—Codinomes, é melhor.
—Nomes, eu prefiro, me sinto menos otário. Quem foi o último babaca que te comeu...? Manda...
—Você conhece.
—Fala logo.
—André.
—Caralho! Você deu pro André!?
—Foi antes de você. Foi muito engraçado...
—Engraçado!?
—É, e foi antes...
—Tudo bem, desculpa.
Ele levanta e se olha no espelho.
—Quanto antes?
—Umas duas semanas...
—Caralho!!
Mete as mãos nos bolsos da calça.
—Tudo bem... Quem mais?!
—Ninguém, esquece.
—Não, fala! E manda logo de cara a mais hard que é pra eu já ficar bem conformado.
—Amores passam... bobagem.
—Amores?! Foi um amor o André?
—Amores, paixões, acidentes de percurso...
—Chega.
Ele senta na cama e tira a minha blusa, lambe os meus mamilos...
—Tem uns caras que eu lembro tudo, outros mais ou menos, acho que confundo alguns...
—Não quero saber.
—Tem gente que eu lembro o cheiro, o gosto...
—Pára.
Ele tira a minha calcinha.

Ana Ferreira
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10 de setembro de 2010


Essa história não acabou...


Para termos chance no futuro, eu tinha que fazer as pazes com o passado.
E para isso eu precisava de tempo
Espero estar melhor em um ano, e estar sentada com você lendo esta carta.
Mas se não estou, não é porque não o amo, porque eu o amo.
E não é porque eu não sinto sua falta, porque eu já sinto.
Isso só significa que ainda não estou melhor,
e que essa história não acabou ainda.”
 
Ironia do Amor
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