30 de setembro de 2010


Qual é o seu tipo de beijo??

Ultimamente , meninas, ando numa neura só. Louca por beijos. Mas de alguem em especial. Não é de qualquer um. Como não sou boba, já mexi meus pauzinhos e pus minhas garras de sedutora de fora e partir para "cima" do Gato que estou saindo. Infelizmente, ele está viajando, mas esta louquinho para voltar. Também com as msg que mando para ele, deve estar mesmo querendo voltar. Estou pondo em práticas alguns artes de sedução que toda mulher devia experimentar, porque a gente já nasce com o PODER, mas só precisa exercitá-lo né?


Adoro beijar. E meu Gato fala que meu beijo é demais( claro que não me sinto, né? mas realmente dá para sentir o quanto ele fica excitado só com o beijo). Para cada beijo, você pode descobrir um pouco sobre a pessoa que está o executando.


Abaixo está a relação..
Bjos para todas(os).  



 Aqueles que começam com um beijinho rápido, depois dá um mais demorado, para só então colar os lábios contra os seus esconde uma natureza apaixonada e sensual. Leva algum tempo para se entregar, mas quando decide é para sempre.

- Quem gosta de dar beijinhos lentos e molhados, sem pressa para terminar, até os dois ficarem loucos de desejo, geralmente é uma pessoa calma, segura de si e cheia de encantos. Adora abraçar, apertar, viver enroscando no outro até se cansar. Na cama tudo isso fica mais evidente, pois esse é o território que domina com perfeição e muita criatividade.

- O beijoqueiro, aquele que está sempre afoito para agarrar você, em qualquer situação. Esse amante fogoso e afoito só gosta de beijar quanto tem platéia. O barato dele está em fazer os outros perceberem que é uma potência sexual.

- A pessoa que se esquece da vida quando beija, geralmente é uma otimista nata, do tipo que considera cada encontro uma experiência nova e excitante. Comendo, bebendo ou fazendo amor, ela se concentra profundamente naquilo que está fazendo e mergulha nas suas emoções de corpo e alma.

- Amantes que beijam de boca fechada são pessoas muito rígidas. Quem beija com os lábios trancados quer receber mais do que dar.

- Os que beijam com os lábios franzidos são muito parecidos com os que beijam de boca fechada. Fazer biquinho pode ser uma maneira de se mostrar convidativo, mas na hora de beijar simboliza rejeição. São pessoas que querem tudo do jeito delas, tanto na hora de beijar como na vida.

- O beijo sugador é aquele de boca bem aberta. O casal cola os lábios com força e, em vez de fazer carícias com a língua , um suga o ar do outro com força. Esse beijo dói mais do que dar prazer. São pessoas de personalidade violenta. Querem levar o outro para a cama de qualquer maneira e são dadas a ataques de ciúmes.

- O beijo francês é a versão suave do sugador. Os adeptos gostam de explorar longamente o prazer com os movimentos da língua. São ótimos amigos e amantes também. Seus beijos revelam que podem não só experimentar todos os sentimentos da outra pessoa como dividir emoções.

- Os beijadores de mão são absolutamente encantadores, embora a sinceridade do ato seja nenhuma. Mesmo assim são irresistíveis.

- Os beijadores de orelha, além de conheceram bem as zonas erógenas do corpo, descobriram uma ótima maneira de burlar a timidez. Sem o conforto cara a cara, eles se sentem mais protegidos. No dia-a-dia são pessoas que só se enganam quando sentem que vale a pena. É importante diferenciá-los daqueles que gostam de morder orelha.

- Aqueles que gostam de morder mais do que propriamente beijar são como grafiteiros: querem deixar suas marcas por onde passam. Isso tanto pode ser um sinal de possessividade como de paixão.
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29 de setembro de 2010


Não seja egoísta. Seja Amigo

Meu conceito de amizade é assim: Você se doa e recebe em troca.
Amizade é isso. Não é ser individualista. Querer só receber...é valorizar quem esta perto de você. 
E quem acha que a amizade é só doar, sem receber...Reveja seu conceito. Não se pode amar alguém que é egoísta. Não se pode amar alguém que só pensa em si mesmo. Você pode até amar...Mas vai chegar um tempo e se perguntar: Será que sou importante para ele?

Doar sem receber é ato voluntário de solidariedade ao seu próximo. Não confunda com amizade, por favor. Lembra a história da Raposa e do Pequeno Príncipe? Então...quem leu entenderá o que escrevo aqui.

Mas, veja bem, não falo em doar e receber coisas materiais. Falo de coisas que não são vista pelo olho humano, e sim sentidas.

"A amizade não é apenas necessária, mas também nobre, pois louvamos os homens que amam os seus amigos e considera-se que uma das coisas mais nobres é ter muitos amigos. Ademais pensamos que a bondade e a amizade encontram-se na mesma pessoa." Aristóteles.


"Tenho a certeza que tu és o meu maior amigo, o mais dedicado, o melhor de todos. Como eu o vi hoje bem! Como tu és leal e bom! Tão diferente de todos os outros homens que para te pagar o que no futuro hei-de dever-te, será pequena a minha vida inteira, mesmo que ela seja imensa. Os outros, amando as mulheres, são como os gatos que quando acariciam, é a eles que acariciam. Amar não é ser egoísta, é tantas, tantas vezes o sacrifício de nós próprios! A dedicação de todos os instantes, um interesse sem cálculo, uns cuidados que em pequeninas coisas se revelam e o pensamento constante de fazer a felicidade de quem se ama. " Florbela Espanca.

Bjos aos meus inesquecíveis amigos. Amo vcs. ♥

☼Danila

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28 de setembro de 2010


Eu sou tudo. Sou uma contradição.

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Eu sou tudo,penso tudo..sou uma contradição de mim mesma, mas sou eu em todos os momentos. Sou sentimento, puro e simples, mas forte quando gosto de alguém. Sou a Imperfeita, mas sou perfeita para aquele que me souber conquistar. Não me apaixono facilmente, mas gosto, desgosto, finjo, sofro.. mas não calo mais. Sou a medrosa, a insegura quando vejo que o terreno que piso é suspeito. Demoro a entregar meu coração, meu corpo, minha alma...Mas quando me entrego é intenso. Não gosto de falsidade, de ser enganada, de gente futil, fingida e duas caras, aquele tipo de pessoa que só está ao seu lado porque quer alguma coisa em troca. Não sou somente beleza, rostinho bonitinho, corpinho bonitinho(por favor, não me vê somente assim). Sou Inteligência, Decência, Humildade, Cumplicidade...

Sou mulher e por isso choro quando me magoou, fujo quando não quero mais me ferir. Mando msg quando estou com saudades; Impulsiva quando não enxergo e não compreendo meus sentimentos; Sou paixão quando beijo, cúmplice quando faço amor, sou arrepio quando o vejo e sou pensamentos quando ele não está.

Mas, não me faça de boba!
É nessas horas que sei compreender que é hora de partir... Adeus.

☼Danila
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Seus lábios...

Seus lábios são labirintos...que atraem os meus instintos mais sacanas.
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27 de setembro de 2010


Meu bem Querer


Meu bem querer, é segredo, é sagrado está sacramentado em meu ♥. 
Meu bem querer, tem um quê de pecado acariciado pela emoção!!
Meu bem querer, Meu encanto!Estou sofrendo tanto... 
Amor, e o que é o sofrer??Para mim que estou... 
... Jurado pra morrer de amor.
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Ei, Garoto

Garoto, quando você chegar em casa beba bastante água, pois te sequei todinho!
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24 de setembro de 2010


Basta um olhar


"Basta um olhar para entender que com vc tudo fica mais bonito..."





☼Eu disse para o Andy agora no msn☼
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Coitado do espermatozóide, mora num ovo, o prédio é um saco, o vizinho de trás fede pra caramba, o vizinho de cima é um pentelho e o sindico quando está duro põe ele para fora.
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22 de setembro de 2010


Era uma vez um amor... Hoje só resta recordações.


Hoje acordei assim, mais ou menos, pensando em mim, pensando em você. Nas coisas que vivenciamos juntos e que poderíamos vivenciar mais e mais. Mas, por algum motivo, sim, algum motivo  a vida trouxe, para nós, embrulhado em papel de presente, as decepções, as cobranças, as brigas... E  , em vez de jogarmos o embrulho fora, o abrimos. Um presente de grego. Sei que é para eu o deixar para lá, e estou deixando você ir, mas no meio da noite, sempre no meio da noite, eu me viro na cama com seu blusão aquecido em meu corpo, seu cheiro entra em minhas narinas, e sinto que está ao meu lado. As lágrimas vêm depressa, eu já não finjo segurá-las e as deixo cair, molhando o lençol. É só nessas horas que o revejo, na calada da noite. De manhã, visto minha máscara de "tudo bem". Finjo ser mais forte, finjo que não estou nem aí, só porque resolveu viver sua vida com outro alguém. 

É melhor assim.

Olhando para trás, vejo que não poderíamos ficar nos dilacerando. Duas feras feridas em uma única jaula. Por amor, deixei você ir. Por amor, deixei você viver sua vida, cicatrizar suas feridas, me esquecer. Encontrar a felicidade nos braços de um outro alguém. Por amor, desisti.

Somente por amor...Vou indo. Vou acordando. Vou vivendo e deixando que tudo entre nos eixos. Sei que você esta feliz agora e isso já me basta. Chegou o meu momento também. O meu momento de Ser Feliz e encontrar um outro alguém. 

Era uma vez um amor... Hoje só resta recordações.
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20 de setembro de 2010


Para eternizar


Assim como você
também já tive medo
de um dia desaparecer
e não saber o que seria feito
do meu caminho
e o que ainda iria acontecer
já pensei em como o mundo
se transformaria
se fosse poesia
em vez de solidão
pensei em tudo
que perderia
mas o mais importante
eu já tinha:
teu amor que me levaria
para frente
para um dia
como as mãos
que se dão,
agora éramos as estrelas,
nós iríamos além.
.
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O beijo que nos cala…




Regressas incessantemente ao lugar só nosso que conheces tão bem, através desse eterno caminho que te traz sempre para mim.
Sabes dos braços abertos que sempre te esperaram e esperam ainda… Conheces demasiado o brilho dos olhos que se fixam nos teus a cada chegada tua…
Sabes de cor todas as palavras por mim já ditas, quando no fim de tudo, sabes que o meu desejo é sussurrar que te amo.
Mas eu sei, que entenderás sempre o que sinto, se na inquietação das minhas palavras, o silêncio se fizer sentir entre a minha boca e a tua!

Autor Desconhecido
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Exercicio

Pular no fosso onde você não está. Exercício de amar a
distância, na perda total.
O abandono é uma perfeição.
Amar sem saber de nada, até onde se esgarça,
onde há que se pisar em brasas, a pão e água,
sem benção nenhuma.
Amar na decadência e no perigo. Amar o medo disso.
Amar no vazio,
no vácuo, até o nada completo onde ainda sou capaz de
desenhar seu rosto - com que tinta?



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Medo da Eternidade

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
- Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
- Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
- Não acaba nunca, e pronto.
- Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual já começara a me dar conta. Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
- E agora que é que eu faço? – Perguntei para não errar no ritual que certamente deveira haver.
- Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
- Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
- Acabou-se o docinho. E agora?
- Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da idéia de eternidade ou de infinito. Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. Até que não suportei mais, e, atrevessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
- Olha só o que me aconteceu! – Disse eu em fingidos espanto e tristeza. – Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
- Já lhe disse – repetiu minha irmã – que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra na boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.



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19 de setembro de 2010


Ponto Certo

Foi só chegar,
E sem querer você me olhou,
Foi só olhar,
Que o meu coração disparou,
Que confusão,
Você fez meu mundo girar,
Que tentação,
Eu sinto seu cheiro no ar,
É muito mais do que uma simples emoção,
Você marcou pra sempre o meu coração,
Dono de mim,
Dono da minha paixão,
Eu descobri que você é minha razão.


Que jeito mais louco
Que me envolveu
Que coisa gostosa
Você e eu
Quero te beijar
Como é bom te encontrar
Você sabe o ponto certo de me amar
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17 de setembro de 2010


O Castelo de Vidro

Filha, a gente não tem dinheiro para o presente, mas escolhe uma estrela no céu, e fica com ela pra toda a vida.


☼Jeannette Walls.
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Lolita.


“ Lolita, luz da minha vida, fogo do meu lombo. Meu pecado, minha alma. Lolita: a ponta da língua fazendo uma viagem de três passos pelo céu da boca, a fim de bater de leve, no terceiro, de encontro aos dentes. LO.LI.TA. Era LO, apenas LO, pela manhã, com suas meias curtas e seu um metro e quarenta e oito centímetros de altura. Era Lola em seus slacks. Era Dolly na escola. Era Dolores quanto assinava o nome. Mas, em meus braços, era sempre Lolita. Somente usando termos mais cediços (resumo de diário) posso descrever os traços de Lo. Poderia dizer que seus cabelos são castanho-avermelhados e seus lábios tão rubro como um pirulito vermelho chupado, sendo o inferir bastante carnudo... Oh, fosse eu uma escultura que pudesse fazê-la posar nua à luz de uma lâmpada. “


☼Nabakov
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Quero escrever o borrão vermelho de sangue



Quero escrever o borrão vermelho de sangue
com as gotas e coágulos pingando
de dentro para dentro.
Quero escrever amarelo-ouro
com raios de translucidez.
Que não me entendam 
pouco-se-me-dá.
Nada tenho a perder.
Jogo tudo na violência
que sempre me povoou,
o grito áspero e agudo e prolongado,
o grito que eu, 
por falso respeito humano,
não dei.


Mas aqui vai o meu berro
me rasgando as profundas entranhas
de onde brota o estertor ambicionado. 
Quero abarcar o mundo
com o terremoto causado pelo grito.
O clímax de minha vida será a morte.


Quero escrever noções
sem o uso abusivo da palavra.
Só me resta ficar nua:
nada tenho mais a perder.
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Dá-me a tua mão



Dá-me a tua mão: 
Vou agora te contar 
como entrei no inexpressivo 
que sempre foi a minha busca cega e secreta. 


De como entrei 
naquilo que existe entre o número um e o número dois, 
de como vi a linha de mistério e fogo, 
e que é linha sub-reptícia. 


Entre duas notas de música existe uma nota, 
entre dois fatos existe um fato, 
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam 
existe um intervalo de espaço, 
existe um sentir que é entre o sentir 
- nos interstícios da matéria primordial 
está a linha de mistério e fogo 
que é a respiração do mundo, 
e a respiração contínua do mundo 
é aquilo que ouvimos 
e chamamos de silêncio.
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15 de setembro de 2010


Meu coração não é brinquedo!!! por Diego

Olá, meninas e meninos. Tudo bem com vocês?? Espero que estejam ótimos.
Hoje posto um pedido do meu amigo Diego -Webmaster. Ele pediu -me que postasse em meu blog um texto para alguém. Como eu não sou de deixar um amigo na mão, logo abaixo esta a imagem e o texto que ele me mandou, com dedicatória a Jeane Prates.




Você brinca com meu coração como se fosse um brinquedo mas não sabe o quanto isso machuca...Quem sabe um dia, ainda possa me livrar dessa armadilha que se chama amor e finalmente me libertar dos seus encantos e ser feliz!!
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11 de setembro de 2010


Cem escovadas antes de ir para a cama


Tem dias que não sei se devo parar de respirar definitivamente ou se fico em apnéia durante todo o tempo que me resta. Dias em que debaixo das cobertas respiro e engulo minhas lágrimas sentindo o sabor delas na língua. Levanto de uma cama desarrumada com os cabelos despenteados e com a pele violentada. Nua, diante de um espelho, observo meu corpo. Vejo uma lágrima escorrendo dos olhos pelas faces, enxugo com um dedo e arranho um pouco a bochecha com a unha. Passo as mãos nos cabelos, puxo para trás, faço uma careta só para parecer simpática e rir de mim mesma: mas não consigo, quero chorar, quero me punir.

Vou até a primeira gaveta da mesinha.Primeiro examino tudo que tem dentro, depois separo com cuidado o que quero vestir.Boto as roupas dobradas em cima da cama e ponho o espelho bem em frente do lugar onde estou. Observo novamente o meu corpo. Os músculos ainda estão tensos, a pele, no entanto, é macia e lisa, branca e imaculada como a de uma menina. E uma menina é o que sou. Sento na beira da cama, enfio as meias esticando a ponta do pé e fazendo o véu fino deslizar até que a borda rendada chegue à coxa, apertando um pouco. Depois é a vez do corpete de seda preta com cordões e fitinhas. Aperta meu busto e afina a cintura que já é bem fina, evidenciando ainda mais os quadris, muito bem providos, redondos e macios demais para evitar que os homens desagüem ali as suas bestialidades.


Os seios ainda são pequenos: duros, brancos, redondos, cabem nas mãos e podem esquentá-las com seu calor. O corpete é estreito, os seios ficam comprimidos, apertados um contra o outro. Ainda não é chegado o tempo de admirar-me. Calço as botas de salto agulha, enfio o pé até o tornozelo delicado e sinto que meu metro e sessenta ganha repentinamente dez centímetros. Vou até o banheiro, pego o batom vermelho e banho meus lábios suculentos e macios; depois aumento os cílios com rímel, penteio os cabelos longos e lisos e vaporizo três vezes o perfume que estava em cima do espelho.


Volto para o quarto. Lá verei a pessoa que me faz vibrar a alma e o corpo com força. Examino-me encantada; uma luz especial contorna meu corpo, e meus cabelos caídos suavemente nos ombros convidam-me a acariciá-los. A mão cai vagarosamente dos cabelos, quase sem que eu perceba, para o pescoço, acaricia a pele delicada, e dois dedos envolvem sua circunferência apertando de leve. Começo a ouvir o som do prazer, ainda quase imperceptível. A mão desce um pouco mais, começa a acariciar o peito liso.


A menina vestida de mulher que está diante de mim tem os olhos acesos e ávidos (de quê? de sexo? de amor? de vida verdadeira?). A menina só é senhora de si mesma. Seus dedos emaranham-se entre os pêlos de seu sexo e o calor lhe provoca um estremecimento da cabeça. Mil sensações me invadem.


- Você é minha - sussurro, e logo a excitação toma posse do meu desejo.


Mordo os lábios com os dentes perfeitos e brancos, os cabelos descompostos fazem minhas costas suarem, pequenas gotas enchem meu corpo de pérolas.


Ofegante, os suspiros aumentam... Fecho os olhos, meu corpo tem espasmos por todo lado, minha mente está livre e voa. Os joelhos cedem, a respiração é curta e a língua percorre os lábios, cansada. Abro os olhos: sorrio para a menina. Aproximo-me do espelho e lhe ofereço um beijo longo e intenso, minha respiração embaça o vidro.


Sinto-me sozinha, abandonada. Sinto-me como um planeta em cuja órbita giram três estrelas diversas: Letizia, Fabrizio e o professor. Três estrelas que me fazem companhia em pensamento, mas não na realidade.
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Amadora

ELE
—Nicole Kidman ou Demi Moore?
—O quê?
—Qual das duas você escolheria?
—Pra?
—Pra uma noite de amor... ou manhã, tarde...
—As duas me querem...?
—Estão loucas por você.
—E eu tenho que escolher uma...
—Quem você prefere?
—Nicole Kidman ou Demi Moore?
—Qual delas?
—Nicole Kidman.
—Certo. Juliette Binoche ou Winona Ryder?
—Hum... Juliette Binoche.
—Mira Sorvino ou Julia Roberts?
—Mira Sorvino.
—Madonna ou Sharon Stone?
—Madonna.
—Kate Moss ou Gisele Bündchen?
—Kate Moss.
—Sou muito mais a Gisele Bündchen.
—Prefiro a Kate Moss.
—A Laura parece um pouco com ela...
—Você acha?!
—Ela acha...
—Nada a ver. Tom Cruise ou Keanu Reeves?
—Você responde!
—Não, agora é sua vez... Tom Cruise ou Keanu Reeves?
—Eu comecei...
—Vai, Tom Cruise ou Keanu Reeves?
—Keanu Reeves.
—Brad Pitt ou Johnny Depp?
—Johnny Depp.
—Bruce Willis ou Antonio Banderas?
—Bruce Willis!
—Lenny Kravitz ou Maxwell?
—Os dois.
—Um só.
—Kravitz.
—Raí ou Euller?
—Não sei quem é Euller...
—O Filho do Vento!
—Que filho de quem?
—O Euller do Palmeiras, o Filho do Vento, ele corre muito...
—Fecho no Raí.
—Mike Tyson ou Hollyfield?
—Mike Tyson.
—Woody Allen ou Steven Spielberg?
—Woody Allen.
—Bob Dylan ou Bob Marley?
—Eu não lembro a cara... Bob Dylan, acho...
—Bill Clinton ou Bill Gates?
—Clinton.
—Príncipe Charles ou Fidel Castro?
—Nenhum.
—Tem que escolher um, se não escolher vai ser estuprada pelos dois.
—Fidel, então...
—Maluf ou Suplicy?
—Suplicy, mil vezes.
—Toni Ramos ou Vera Fischer?
—Vera Fischer.
—Angela!!
—Você perguntou, eu respondi...
—Ulisses ou o Flávio?
—Amigo não vale.
—Vale sim. Ulisses ou Flávio?
—Dá então pra escolher uns melhores?
—Uns melhores?! Alexandre...?
—Nunca! Chega de vinho.
—E o André?
—Cansei dessa brincadeira...
—Idéia sua. Alexandre ou André?
—Você.
Ele finge que não ouviu. Desenha uma estrela no canto do bloquinho da Varig...
—Fora a Laura, quem mais você amou?
—Por quê...?
—Curiosidade!
—Só amei você.
—Mentiroso. Fala do seu primeiro amor...
—Já falei.
—Então o segundo...
—Não lembro.
—Uma que você só comeu...
—De jeito nenhum.
—Adoro histórias de sedução.
—Então lê um romance, assiste a um filme...
—Eu te falo cada cara que eu tive...
Ele olha pra porta, cruza os braços.
—Já sei o suficiente, não quero saber mais nada. Isso não me excita.
—Não parece, pelo volume na sua calça...
—É o meu pau.
—Tive um namorado que só me dava presentes que alimentavam a minha fantasia...
—Olha só que interessante!
E eu morria de tesão imaginando outras mulheres com ele...
—Me poupe, eu não quero saber.
—Adoro você!
—Adoro você...
—O último antes de você foi o maior de todos os meus grandes enganos, foi muito engraçado... nomes ou codinomes!?
—Fica a seu critério.
—Eu não tenho critério. —Isso me irrita.
Anda em direção à porta. Recua. Segura o meu rosto e me beija infinito com a certeza de que dali para a cama é só alguns passos... Avanço.
—Eu adoraria saber cada segundo da sua existência.
—Prefiro as possibilidades desse momento, tanta coisa pra descobrir...
Ele me arrebata num amasso sem saída e se esfrega em mim de um jeito que não tem mais como parar.
—Codinomes, é melhor.
—Nomes, eu prefiro, me sinto menos otário. Quem foi o último babaca que te comeu...? Manda...
—Você conhece.
—Fala logo.
—André.
—Caralho! Você deu pro André!?
—Foi antes de você. Foi muito engraçado...
—Engraçado!?
—É, e foi antes...
—Tudo bem, desculpa.
Ele levanta e se olha no espelho.
—Quanto antes?
—Umas duas semanas...
—Caralho!!
Mete as mãos nos bolsos da calça.
—Tudo bem... Quem mais?!
—Ninguém, esquece.
—Não, fala! E manda logo de cara a mais hard que é pra eu já ficar bem conformado.
—Amores passam... bobagem.
—Amores?! Foi um amor o André?
—Amores, paixões, acidentes de percurso...
—Chega.
Ele senta na cama e tira a minha blusa, lambe os meus mamilos...
—Tem uns caras que eu lembro tudo, outros mais ou menos, acho que confundo alguns...
—Não quero saber.
—Tem gente que eu lembro o cheiro, o gosto...
—Pára.
Ele tira a minha calcinha.

Ana Ferreira
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Sobre o Sexo


“Prezado coleccionador:
Detestamo-lo. O sexo perde todo o seu poder, toda a sua magia, quando se torna explícito, abusivo, quando se torna mecanicamente obcecante. Passa a ser enfadonho.
Nunca conheci pessoa que melhor provasse o erro que é não se lhe juntar a emoção, a fome, o desejo, a luxúria, os caprichos, as manias, os laços pessoais, relações mais profundas, que lhe mudam a cor, o perfume, os ritmos, a intensidade.
Nem o senhor sabe o quanto perde com esse seu exame microscópico da actividade sexual e a exclusão dos outros aspectos, que são o combustível que a faz atear. Intelectual, imaginativo, romântico, emocional. Eis o que dá ao sexo as suas surpreendentes texturas, as mudanças subtis, os elementos afrodisíacos. O senhor restringe o seu mundo de sensações. Disseca-o, definha-o, tira-lhe o sangue.
Se o senhor alimentasse a sua vida sexual com todas as aventuras e excitações que o amor instila a sensualidade, seria o homem mais poderoso do mundo. A fonte da potência sexual é a curiosidade, é a paixão. O que o senhor vê é sua débil chama a morrer de asfixia. O sexo não pode medrar na monotonia. Sem invenções, humores, sentimentos, não há surpresa na cama. O sexo deve ter à mistura lágrimas, riso, palavras, promessas, cenas, ciúme, inveja, todos os condimentos do medo, viagens ao estrangeiro, novas caras, romances, historias, sonhos, fantasias, musica, dança, ópio, vinho. O que o senhor perde com esse periscópio na ponta do sexo, quando podia gozar de um harém de maravilhas várias e jamais repetidas! Não há dois cabelos iguais; mas o senhor não quer que desperdicemos palavras a descrever uns cabelos. Não há dois cheiros iguais; porém, se nós nos detemos com isso, o senhor exclama: “Suprimam a poesia.” Não há duas peles de igual textura; nunca é a mesma luz, a mesma temperatura, as mesmas sombras, nunca são os mesmos gestos; porque um amante, quando animado do verdadeiro amor, é capaz de vencer séculos e séculos de ciência amorosa. Quantas mudanças de tempo, quantas variações de maturidade e de inocência, de arte e de perversidade…
Discutimos até à exaustão para saber como seria o senhor. Se fechou os sentidos à seda, à luz, à cor, ao cheiro, ao carácter, ao temperamento, deve estar nesta altura totalmente empedernido. Há tantos sentidos menores que se lançam como afluentes no rio do sexo!
Só o bater em uníssono do sexo e do coração pode provocar o êxtase.»
Anaïs Nin, 1941
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